Currículo de Vendedor de Loja:
Modelo, Metas e Palavras-chave do Varejo [2026]
Por Auditor ATS · 28 de abril de 2026 · atualizado em 23 de outubro de 2026 · 12 min de leitura
Para quem é este guia
Este guia é para quem vende na loja: vendedor ou vendedora de loja de roupa, calçado, eletro, móveis, artigos esportivos, perfumaria e outros segmentos do varejo. O trabalho gira em torno do atendimento no salão, do PDV (ponto de venda) e das metas da loja. Muita gente qualificada escreve "tinha boas vendas" e para por aí; o currículo fica mais claro quando mostra como você atendia e o que entregou.
Se você vende para empresas, prospecta clientes ou cuida de uma carteira de contas, o currículo mede outras coisas, como pipeline, ciclo de venda e contratos: veja o guia de currículo de vendedor B2B, SDR e executivo de contas. Se você já responde pela loja, o guia certo é o de currículo de gerente de loja.
O que a CBO diz sobre o vendedor de loja
Na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho, o cargo aparece como Vendedor de comércio varejista (código 5211-10), na família 5211, "Operadores do comércio em lojas e mercados". Entre os sinônimos listados estão "Consultor de vendas", "Operador de vendas (lojas)" e "Vendedor interno". A descrição da família começa assim: "Vendem mercadorias em estabelecimentos do comércio varejista ou atacadista, auxiliando os clientes na escolha." Ela cita também expor mercadorias "em pontos estratégicos de vendas, com etiquetas de preço", fazer inventário para reposição e elaborar relatórios de vendas. A consulta é pública, na busca por título da CBO.
Na mesma família ficam ocupações vizinhas, com códigos próprios: promotor de vendas (5211-15), repositor de mercadorias (5211-25), atendente de farmácia, balconista (5211-30), e atendente de lojas e mercados (5211-40). Se a vaga usa um desses títulos, escreva o título dela, desde que corresponda ao que você faz.
Na Gupy, os Agentes de IA organizam a lista de candidaturas por aderência ao que a vaga pede e não aprovam, não reprovam nem eliminam ninguém; quem decide é a empresa (central de ajuda da Gupy). A experiência profissional é um dos seis critérios da Ordenação Padrão, e a própria Gupy recomenda descrever as atividades de cada cargo, e não apenas o título.
Os indicadores da loja: o que cada um significa
Cada rede chama os indicadores de um jeito. Use os que a sua loja acompanhava, com o número e o período, e escreva o nome por extenso na primeira vez que citar uma sigla. Os mais comuns:
- PA (peças por atendimento), a média de itens em cada venda.
- Ticket médio, o valor médio de cada venda, em R$.
- Conversão, a parte dos clientes atendidos que compram.
- Percentual da meta, mensal ou anual, individual ou da loja.
- Participação nas vendas da loja, quanto do faturamento da unidade veio das suas vendas.
- Avaliação do cliente, a pesquisa pós-venda ou o NPS (Net Promoter Score), se a loja usa.
- Cadastros no cartão da loja ou no programa de fidelidade.
- Serviços agregados, como garantia estendida ou seguro, quando a loja vende.
Nenhum desses indicadores tem um valor "bom" que sirva para todo varejo: depende do segmento, da loja e do produto. O que conta no currículo é o seu número comparado com a meta ou com a média da equipe, quando você tiver essa informação.
Palavras-chave do vendedor de loja
Use as listas abaixo como roteiro de leitura da vaga, não como texto para colar. Marque os termos que aparecem na descrição e use no currículo só os que correspondem à sua experiência, escritos dentro da descrição do cargo.
Por bloco do trabalho
- Atendimento: atendimento ao cliente, abordagem, sondagem das necessidades, demonstração de produto, quebra de objeção, fechamento da venda, pós-venda, troca e devolução.
- Vendas: meta de vendas, venda adicional (cross-selling), venda de item de maior valor (up-selling), campanhas promocionais, cartão da loja, programa de fidelidade, garantia estendida, parcelamento.
- PDV e caixa: PDV, frente de caixa, meios de pagamento, fechamento de caixa.
- Loja: exposição de produtos, vitrine, visual merchandising, precificação, reposição, recebimento de mercadorias, inventário, abertura e fechamento de loja.
- Resultados: PA, ticket médio, conversão, percentual da meta, ranking da equipe, premiação interna.
Por segmento (exemplos de termos)
- Moda e calçados: coleção, tendência, look completo, provador, ajuste e numeração, vitrine.
- Eletro e móveis: ficha técnica, demonstração, voltagem, montagem e entrega, garantia estendida, financiamento.
- Artigos esportivos: modalidade, equipamento, calçado de corrida, numeração.
- Perfumaria e cosméticos: dermocosméticos, demonstração de produto, amostras.
- Farmácia: medicamentos isentos de prescrição (MIP), perfumaria, dermocosméticos, programa de fidelidade. Atendente de farmácia é outra ocupação na CBO (5211-30).
Se a vaga diz "atendimento ao cliente" e você escreveu "relacionamento com o público", a ideia é a mesma, mas vale usar também o termo da vaga. O motivo está em o que a triagem compara entre currículo e vaga.
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Modelo de currículo de vendedor de loja, seção por seção
O modelo abaixo é ilustrativo. Os trechos entre colchetes são espaços para os seus dados. Nenhum número aqui é referência de mercado.
1. Cabeçalho e título
Nome, cidade, telefone, e-mail e, se tiver, LinkedIn. Logo abaixo, o título como a vaga escreve ("Vendedor", "Vendedora de Loja", "Consultor de Vendas"), desde que corresponda ao que você faz.
2. Objetivo ou resumo profissional
Se o formulário pede objetivo, escreva o cargo-alvo e uma linha de escopo, e não uma frase de intenção. Exemplo: "Vendedora de loja, com experiência em atendimento ao cliente, PDV e metas de vendas no varejo de [segmento]." Se pede resumo profissional, use três a cinco linhas:
Outros modelos em como escrever o resumo profissional.
3. Experiência: o que você fazia e o que entregou
Para cada loja: cargo, empresa, período e, nos bullets, o trabalho e o resultado. Um formato que ajuda é o CAR (contexto, ação e resultado): onde você estava, o que fez e o que mudou.
| Antes | Depois |
|---|---|
| Vendedor em loja de shopping. | Atendi clientes em loja de [segmento] com equipe de [N] vendedores, da abordagem ao fechamento no PDV; fechei [período] com [X%] da meta individual. |
| Bom relacionamento com clientes. | Mantive lista de clientes para avisar de novas coleções e promoções; [N] cadastros no programa de fidelidade em [período]. |
| Organização da loja. | Montei a vitrine e a exposição do setor de [setor] a cada troca de campanha e participei do inventário [mensal ou anual]. |
4. Habilidades e sistemas
Liste técnicas de atendimento e venda, o sistema de PDV e o ERP que você usou, com o nome que a vaga escreve, e idiomas, se a vaga pedir. Na Gupy, a lista de habilidades só conta quando a empresa personaliza a ordenação, enquanto a experiência profissional entra na Ordenação Padrão; por isso, escreva também na descrição do cargo onde você usou cada uma.
5. Formação e cursos
A escolaridade que a vaga pede e cursos que conversam com ela, como atendimento ao cliente, técnicas de vendas ou visual merchandising. Cursos e certificados são um dos critérios da Ordenação Padrão da Gupy. Se este é o seu primeiro emprego em loja, veja como montar o currículo sem experiência.
3 exemplos de bullets: antes e depois
Os números abaixo são ilustrativos. Troque pelos seus.
Exemplo 1: vendedora de loja de roupa
Antes: "Vendia roupa em loja de shopping."
Depois: "Vendedora em loja de moda feminina, com PA de 2,3 e ticket médio de R$ 168 em 2025. Bati a meta individual em 10 dos 12 meses e fiz 28 cadastros por mês no cartão da loja. Montei a vitrine a cada troca de coleção."
Exemplo 2: vendedor de eletro e móveis
Antes: "Vendi muita TV e celular."
Depois: "Vendedor de eletrodomésticos e eletrônicos (linha branca, TV, celular e áudio), com 112% da meta anual em 2025. Demonstração de produto, venda de garantia estendida e parcelamento no PDV. Melhor vendedor da loja na Black Friday de 2025."
Exemplo 3: vendedor de artigos esportivos
Antes: "Atendia clientes na loja."
Depois: "Vendedor de artigos esportivos, com foco em calçados de corrida: ajudava o cliente a escolher pelo tipo de treino e pela numeração. Conversão de 35% nos atendimentos registrados em 2025 e participação de 22% nas vendas da loja, numa equipe de 5 vendedores."
Datas de pico: Black Friday, Natal e Dia das Mães
Black Friday, Natal e Dia das Mães são datas de movimento alto no varejo. Se você trabalhou nelas e tem o que mostrar (o resultado no período, a meta da campanha, um reconhecimento), escreva dentro da experiência, com o período. Isso conta como você atendeu nesse ritmo sem precisar de adjetivo.
5 erros comuns no currículo de vendedor de loja
- "Bati meta sempre" sem números, percentual da meta, período e posição na equipe dizem mais, quando você tem esses dados.
- Só o título do cargo, sem as atividades. A Gupy recomenda descrever o que você fazia em cada cargo.
- Sem o segmento da loja, "vendia em loja" diz pouco; "loja de moda feminina em shopping" situa quem lê.
- Currículo escaneado ou em imagem, a Gupy recomenda formatação simples, com 1 coluna e sem imagens, e cita "textos dentro de imagens (que muitas ferramentas não interpretam bem)" entre os problemas de leitura automática (blog da Gupy). Veja currículo em PDF ou DOCX.
- Excesso de dados pessoais, CPF e RG ocupam espaço e não mostram o seu trabalho. A ordenação da Gupy não usa nome, CPF, telefone nem e-mail; o contato precisa estar certo para a empresa chamar você.
Vendedor de loja ou vendedor B2B: qual guia é o seu
| Aspecto | Vendedor de loja (este guia) | Vendedor B2B, SDR, executivo de contas |
|---|---|---|
| Onde a venda acontece | Na loja: o cliente vem até você | Com empresas: você vai até o cliente, por telefone, vídeo ou visita |
| Rotina | Atendimento no salão, PDV, exposição, reposição | Prospecção, reuniões, proposta, negociação |
| Números do currículo | Meta da loja ou individual, PA, ticket médio, conversão | Meta, pipeline, ciclo de venda, contratos, carteira |
Se a sua rotina é a da coluna da direita, o guia de currículo de vendedor, SDR e executivo de contas trata desses números e das metodologias de vendas B2B.
Conclusão
Quem contrata para a loja quer saber como você atende e o que entregou. Experiências com o segmento, a rotina de atendimento e PDV e, quando houver, o percentual da meta, o ticket médio ou o PA respondem a isso antes da entrevista. "Tinha boas vendas" não responde.
Reescreva cada experiência com o que você fazia e os números que você tiver, e confira se os termos da vaga aparecem na descrição do cargo. Para entender o que a nota do nosso diagnóstico mede, leia o que é o score ATS do currículo.
Perguntas Frequentes
Vendedor de loja precisa colocar metas no currículo?
Se você tem o número, sim: meta da loja ou individual, percentual atingido e período mostram o que você entregou melhor do que 'batia meta sempre'. Na Gupy, a IA não reprova currículo sem números; ela organiza as candidaturas por aderência e quem decide é a empresa. A experiência profissional é um dos critérios da Ordenação Padrão, e a Gupy recomenda descrever as atividades de cada cargo, e não apenas o título.
Quais indicadores do varejo citar no currículo?
Os que a sua loja acompanhava: PA (peças por atendimento), ticket médio (valor médio de cada venda), conversão (parte dos clientes atendidos que compram), percentual da meta, participação nas vendas da loja, avaliação do cliente e cadastros no cartão ou no programa de fidelidade. Escreva o nome do indicador por extenso na primeira vez, com o número e o período, e use só os que você consegue explicar.
Como descrever experiência em loja sem números?
Descreva o que você fazia e o tamanho do trabalho: o segmento da loja, os produtos, o atendimento no salão e no caixa, a abertura e o fechamento, a reposição e a vitrine. Se não tiver o número exato, use uma ordem de grandeza ou um fato verificável, como um prêmio interno ou a posição no ranking da equipe. Não invente números: na entrevista, podem perguntar de onde eles vêm.
O que escrever no objetivo do currículo de vendedor de loja?
O cargo como a vaga escreve e uma linha de escopo, e não uma frase de intenção. Exemplo ilustrativo: 'Vendedora de loja, com experiência em atendimento ao cliente, PDV e metas de vendas no varejo de moda.' Se o formulário tiver resumo profissional, use três a cinco linhas com tempo de experiência, segmento e um resultado.
Vendedor de loja e vendedor B2B usam o mesmo currículo?
Não. Na loja, o cliente vem até você: o currículo mostra atendimento, PDV e as metas da loja. Em vendas para empresas, o vendedor vai até o cliente: o currículo mostra prospecção, pipeline, ciclo de venda e contratos. Para vendedor B2B, SDR e executivo de contas, use o guia de currículo de vendedor, SDR e executivo de contas.
Vale a pena citar Black Friday e datas comemorativas?
Vale, se você tiver o que mostrar: o resultado no período de pico, a meta da campanha ou o reconhecimento que recebeu. Black Friday, Natal e Dia das Mães são datas de movimento alto no varejo, e quem já trabalhou nelas pode contar como atendeu nesse ritmo. Escreva dentro da experiência, com o período.
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