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O Que Mais de 100 Currículos Revelam sobre o ATS:
Nota Média 64 e o Que Mais Falta

Por Auditor ATS · 18 de junho de 2026 · 9 min de leitura


O resumo, em uma frase:

Avaliamos mais de 100 currículos contra o ATS. A nota média foi 64/100, 65% ficaram abaixo de 70 (a faixa de risco) e o que mais faltou não foi a linguagem nem a habilidade básica — foi a camada de operação e infraestrutura. Os termos mais ausentes: Docker, CI/CD, Kubernetes, Power BI, Agile. O padrão é o mesmo em qualquer área: o candidato lista o que sabe e esquece de comprovar o que entrega.
100+
currículos analisados
64
nota média (de 100)
65%
abaixo de 70
13%
em reprovação (<45)

A maior parte do que se escreve sobre currículo é opinião. Este artigo é diferente: ele olha para o que os dados reais mostram. Reunimos uma amostra agregada e anônima de mais de 100 currículos que passaram pelo nosso diagnóstico de ATS — cada um comparado contra uma vaga ou cargo-alvo — e tiramos três perguntas do número: qual é a nota típica?, quantos seriam barrados? e o que, exatamente, está faltando?

Antes dos números, um aviso de honestidade: nossa amostra puxa para tecnologia — boa parte de quem nos procura é da área. Isso aparece nas keywords específicas mais adiante. Mas o padrão que os dados revelam é universal e, como você vai ver, vale igual para vendas, RH, finanças ou enfermagem.

Neste artigo

1. A nota típica: 64 — e por que 65% estão em risco

A nota média dos mais de 100 currículos foi 63,6/100, com mediana 64. Para interpretar esse número, vale lembrar como as faixas de score do ATS costumam se comportar: abaixo de 45 o currículo é reprovado automaticamente na maioria das empresas; entre 45 e 69 ele entra em zona de risco (só passa em algoritmos mais tolerantes); de 70 a 89 tem boa aderência e costuma chegar à análise humana; acima de 90 é excelente. Veja a distribuição real:

Faixa de score Interpretação Da amostra
0–44Reprovação automática13%
45–69Zona de risco52%
70–89Boa aderência30%
90–100Excelente4%
O número que importa: 65% dos currículos ficaram abaixo de 70 — ou seja, dois em cada três entrariam em zona de risco ou seriam barrados antes de um humano ler. E só 1 em cada 25 chegou à faixa de excelência. A boa notícia escondida nisso: a maioria está a poucos ajustes de cruzar a linha dos 70.

2. O que mais falta: o ranking das keywords ausentes

Aqui está a parte mais reveladora. Para cada currículo, o diagnóstico lista as keywords da vaga que estão ausentes no texto. Agregando esses termos em mais de 100 análises, surge um ranking — e ele desenha um perfil nítido do que falta:

# Keyword mais ausente Apareceu como ausente em
1Docker~10% das análises
2CI/CD~9% das análises
3A/B Testing~6% das análises
4GraphQL~6% das análises
5Microsserviços~6% das análises
6Power BI~6% das análises
7Kubernetes~5% das análises
8Agile~4% das análises
9Testes Unitários~4% das análises
10Terraform~4% das análises

Olhe a lista como um todo. Quase nada ali é "linguagem de programação" ou "ferramenta básica da função". O topo é dominado por operação, infraestrutura e processo: containerização (Docker), automação de entrega (CI/CD), orquestração (Kubernetes), infraestrutura como código (Terraform), arquitetura (microsserviços), qualidade (testes unitários), método (Agile) e dados (Power BI). É o vocabulário de quem não só faz, mas entrega e mantém rodando.

Esse padrão tem nome e nós já o exploramos a fundo: é o paradoxo do currículo de desenvolvedor — sobra linguagem, falta infraestrutura. Os dados desta amostra confirmam a tese com número. Se você quer o ranking completo do gap de tecnologia e o porquê de cada ausência, veja também as skills que mais faltam no currículo de tecnologia.

3. Por que o gap é de vocabulário, não de talento

É tentador ler "65% abaixo de 70" como "a maioria dos candidatos é fraca". Os dados dizem o contrário. O ATS não mede competência — mede correspondência textual. Ele compara as palavras do seu currículo com as palavras da vaga e gera um score. Habilidade que você tem mas não escreve simplesmente não existe para o algoritmo.

É por isso que as keywords ausentes são quase todas de operação: o candidato faz CI/CD, usa Docker no dia a dia, roda testes — mas, na hora de escrever, lista a linguagem (que é o fato fácil de declarar) e omite a operação (que exige narrar o que fez). O gap entre "64" e "75" quase nunca é estudar mais; é escrever o que já se faz, com as palavras que a vaga procura.

O insight central: a maioria dos currículos abaixo de 70 não precisa de mais habilidade. Precisa de mais vocabulário — as keywords certas, escritas com contexto de operação e resultado. É a diferença entre afirmar e comprovar, e é exatamente o que move o ponteiro do score. Entenda a mecânica em como funciona o score ATS e palavras-chave no Gupy.

4. O padrão vale para a sua área também

As keywords específicas da nossa amostra são de tech — mas o mecanismo é o mesmo em qualquer profissão. Em toda área existe uma "linguagem" (a habilidade básica que todo mundo lista) e uma "operação" (a camada de resultado que a vaga cobra e que costuma faltar):

ÁreaO que se lista (a linguagem)O que falta (a operação)
Vendas"Atendimento ao cliente"Meta batida, pipeline, CRM, ticket médio, % de conversão
RH"Recrutamento e seleção"Time-to-hire, taxa de aprovação, ATS, headcount, turnover
Financeiro"Excel, rotinas financeiras"DRE, forecast, ERP (SAP/TOTVS), Power BI, fechamento
Logística"Controle de estoque"WMS, FIFO/PEPS, acuracidade, picking, OTIF

A regra que sai dos dados é a mesma para todos: liste menos, comprove mais. Veja a versão da sua área — temos guias específicos para vendas, RH, financeiro/FP&A, dados e logística, entre outras.

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5. O que fazer com isso

Os dados apontam uma rota clara para sair da faixa de risco e cruzar os 70:

  1. Descubra o gap, não chute. Compare seu currículo contra a vaga-alvo num diagnóstico de ATS — ele lista exatamente as keywords ausentes do seu texto, como o nosso fez em mais de 100 análises.
  2. Injete as keywords com contexto. Não despeje numa lista. Troque o substantivo pelo verbo + resultado: em vez de "Docker", escreva "containerizei a aplicação com Docker e automatizei o deploy com CI/CD, cortando o tempo de entrega de 40 para 6 minutos". A keyword entra de forma defensável. É a lógica do método CAR com verbos de ação.
  3. Releia procurando o que ficou implícito. Aquilo que virou rotina para você (testar, automatizar, bater meta) é justamente o diferencial escasso. Se você faz e não escreveu, o ATS não conta.
  4. Garanta que o robô consiga ler. Keyword certa em PDF que o parser não lê é keyword perdida — confira a formatação que quebra o ATS e o modelo de currículo ATS-friendly.

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Perguntas Frequentes

Qual é a nota média de um currículo no ATS?

Na nossa amostra de mais de 100 currículos, a média foi 63,6/100 e a mediana 64. O dado mais importante: 65% ficaram abaixo de 70 (zona de risco ou reprovação) e cerca de 13% abaixo de 45 (reprovação automática). Não é falta de qualificação — é o texto do currículo que não corresponde ao que a vaga pede.

Quais palavras-chave mais faltam nos currículos?

No nosso recorte (forte presença de tecnologia): Docker, CI/CD, A/B Testing, GraphQL, microsserviços, Power BI, Kubernetes, Agile, testes unitários e Terraform. O padrão: o gap quase nunca é a linguagem ou a habilidade básica — é a camada de operação, infraestrutura e processo.

Por que tantos currículos ficam abaixo de 70?

Porque o ATS avalia correspondência textual, não competência. Se a vaga pede uma keyword e ela não está escrita no seu currículo — mesmo que você tenha a habilidade — o score cai. A maioria dos currículos abaixo de 70 tem problema de vocabulário, não de talento.

Esses dados valem para todas as áreas?

As keywords específicas refletem o público tech da amostra, mas o padrão é universal: o que mais falta é a camada de operação e resultado que a vaga moderna cobra — meta com número em vendas, métricas em RH, ERP em finanças. O mecanismo é o mesmo: liste menos, comprove mais.

Como descobrir e corrigir as keywords que faltam?

Rode seu currículo contra a vaga num diagnóstico de ATS — ele lista as keywords presentes, parciais e ausentes, além do score. A correção é injetar as ausentes com contexto (o que você fez + o resultado), não numa lista solta. O diagnóstico do Auditor ATS faz isso grátis e entrega por email em minutos.

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