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DADOS ATS MERCADO ESTUDO

O Que Mais de 200 Currículos Revelam sobre o ATS:
Nota Média 64,5 e o Que Mais Falta

Por Auditor ATS · 18 de junho de 2026 · atualizado em 15 de outubro de 2026 · 9 min de leitura


O resumo, em uma frase:

Comparamos mais de 200 currículos com a vaga-alvo no nosso diagnóstico. A nota média de aderência foi 64,5/100, 62% ficaram abaixo de 70 e o que mais faltou não foi a linguagem nem a habilidade básica, foi a camada de operação e infraestrutura. Os termos mais ausentes: CI/CD, Docker, Microsserviços e Kubernetes. Essa nota mede a aderência do currículo à vaga na nossa análise, não a posição na lista da Gupy, que não é pública.
200+
currículos analisados
64,5
nota média (de 100)
62%
abaixo de 70
13%
na faixa de 0 a 44

A maior parte do que se escreve sobre currículo é opinião. Este artigo é diferente: ele olha para o que os dados reais mostram. Reunimos uma amostra agregada e anônima de mais de 200 currículos que passaram pelo nosso diagnóstico de ATS, cada um comparado com uma vaga ou cargo-alvo, e fizemos três perguntas aos números: qual é a nota típica?, quantos ficam abaixo de 70? e o que, exatamente, está faltando?

Antes dos números, um aviso de honestidade: nossa amostra puxa para tecnologia, boa parte de quem nos procura é da área. Isso aparece nas keywords específicas mais adiante. A amostra também é de quem usou o nosso diagnóstico, não do mercado inteiro, e por isso não permite afirmar que o padrão vale para todas as áreas; na seção 4, mostramos como aplicar a mesma lógica em outras profissões.

Como medimos: foram 207 análises feitas entre 13 de abril e 30 de junho de 2026; 188 delas tinham nota registrada, e é sobre essas que calculamos a média, a mediana e as faixas. A nota, de 0 a 100, é a avaliação da nossa IA sobre o quanto o currículo atende à vaga ou ao cargo-alvo, e não a posição na lista de nenhum ATS.

Neste artigo

1. A nota típica: 64,5, e 62% abaixo de 70

A nota média foi 64,5/100, com mediana 67. Para ler esse número, usamos quatro faixas da nossa análise: de 0 a 44, aderência baixa; de 45 a 69, parcial; de 70 a 89, boa; de 90 a 100, alta. Elas não são faixas de nenhum ATS: não existe nota de corte pública, e a Gupy, por exemplo, diz que a ordenação não aplica nota de corte e que a aderência é visível só para a empresa (central de ajuda). Veja a distribuição:

Faixa da nota Interpretação Da amostra
0-44Aderência baixa13%
45-69Aderência parcial49%
70-89Boa aderência33%
90-100Aderência alta5%
O número que importa: 62% dos currículos ficaram abaixo de 70, ou seja, em mais de 6 em cada 10 a nossa análise encontrou lacunas importantes em relação ao que a vaga pedia. Só 1 em cada 20 chegou à faixa de 90 a 100. E quase metade (49%) ficou entre 45 e 69, na faixa parcial.

Um detalhe que reforça a confiança no dado: dobramos a base, de pouco mais de 100 análises para mais de 200, e o padrão se manteve praticamente idêntico (nota média de ~64, cerca de 6 em cada 10 abaixo de 70, e o mesmo topo de keywords ausentes). Isso dá mais segurança de que o resultado não é acaso de amostra pequena, mas ele continua valendo para quem usou o nosso diagnóstico, não para o mercado inteiro.

2. O que mais falta: o ranking das keywords ausentes

Aqui está a parte mais reveladora. Para cada currículo, o diagnóstico lista as keywords da vaga que estão ausentes no texto. Agregando esses termos em mais de 200 análises, surge um ranking, e ele desenha um perfil nítido do que falta:

# Keyword mais ausente Apareceu como ausente em
1CI/CD~12% das análises
2Docker~10% das análises
3Microsserviços~8% das análises
4Kubernetes~8% das análises
5GraphQL~6% das análises
6A/B Testing~6% das análises
7Power BI~6% das análises
8Agile~4% das análises
9Terraform~4% das análises
10Testes Unitários~3% das análises

Olhe a lista como um todo. Quase nada ali é "linguagem de programação" ou "ferramenta básica da função". O topo é dominado por operação, infraestrutura e processo: containerização (Docker), automação de entrega (CI/CD), orquestração (Kubernetes), infraestrutura como código (Terraform), arquitetura (microsserviços), qualidade (testes unitários), método (Agile) e dados (Power BI). É o vocabulário de quem não só faz, mas entrega e mantém rodando.

Esse padrão tem nome e nós já o exploramos a fundo: é o paradoxo do currículo de desenvolvedor, sobra linguagem, falta infraestrutura. Os dados desta amostra são coerentes com essa tese. Se você quer o ranking completo do gap de tecnologia e o porquê de cada ausência, veja também as skills que mais faltam no currículo de tecnologia.

3. O que a nota mede (e o que não mede)

É tentador ler "62% abaixo de 70" como "a maioria dos candidatos é fraca". Os dados não permitem essa leitura. A nossa nota não mede competência, mede o quanto o que está escrito no currículo corresponde ao que a vaga pede. Habilidade que você tem e não escreveu não tem como aparecer na análise. E não vale generalizar para os sistemas das empresas: cada um compara de um jeito, e a Gupy, por exemplo, diz que a sua tecnologia "entende contexto" (guia da ordenação).

Os dados também não dizem por que as keywords ausentes são quase todas de operação. Não sabemos se a pessoa tinha essas competências e não escreveu, ou se não as tinha. Uma hipótese, que o estudo não testa: a linguagem é o fato fácil de declarar, e a operação (fazer CI/CD, usar Docker, rodar testes) exige narrar o que se fez. Se é o seu caso, o ajuste não é estudar mais; é escrever o que você já faz, com as palavras que a vaga usa.

O insight central: quando o currículo fica abaixo de 70 por falta de termos que você domina, o ajuste não é mais habilidade, é mais vocabulário: as palavras certas, escritas com contexto de operação e resultado. É a diferença entre afirmar e comprovar. Entenda o que a nota mede em como funciona o score ATS e palavras-chave na Gupy.

4. Como aplicar a mesma lógica na sua área

As keywords específicas da nossa amostra são de tecnologia, e o estudo não mediu outras áreas separadamente. Mas a mesma lógica pode ser aplicada a qualquer profissão: em toda área existe uma "linguagem" (a habilidade básica que todo mundo lista) e uma "operação" (a camada de resultado que a vaga cobra). Os exemplos abaixo são ilustrativos, não dados do estudo:

ÁreaO que se lista (a linguagem)O que falta (a operação)
Vendas"Atendimento ao cliente"Meta batida, pipeline, CRM, ticket médio, % de conversão
RH"Recrutamento e seleção"Time-to-hire, taxa de aprovação, ATS, headcount, turnover
Financeiro"Excel, rotinas financeiras"DRE, forecast, ERP (SAP/TOTVS), Power BI, fechamento
Logística"Controle de estoque"WMS, FIFO/PEPS, acuracidade, picking, OTIF

A regra prática é a mesma para todos: liste menos, comprove mais. Veja a versão da sua área; temos guias específicos para vendas, RH, financeiro/FP&A, dados e logística, entre outras.

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5. O que fazer com isso

Se o seu currículo ficou abaixo de 70 na nossa análise, esta é a rota:

  1. Descubra o gap, não chute. Compare seu currículo com a vaga-alvo num diagnóstico de aderência: ele lista as keywords ausentes do seu texto, como o nosso fez em mais de 200 análises.
  2. Injete as keywords com contexto. Não despeje numa lista. Troque o substantivo pelo verbo + resultado: em vez de "Docker", escreva "containerizei a aplicação com Docker e automatizei o deploy com CI/CD, cortando o tempo de entrega de 40 para 6 minutos". A keyword entra de forma defensável. É a lógica do método CAR com verbos de ação.
  3. Releia procurando o que ficou implícito. Aquilo que virou rotina para você (testar, automatizar, bater meta) é justamente o que mais faltou na nossa amostra. Se você faz e não escreveu, nenhuma leitura do currículo tem como encontrar.
  4. Garanta que o arquivo possa ser lido. Palavra certa em arquivo que a leitura automática não consegue extrair se perde; a Gupy, por exemplo, diz que a leitura de arquivos "não chega a ser 100%" e pede revisão campo a campo (guia de preenchimento). Confira a formatação que quebra o ATS e o modelo de currículo ATS-friendly.

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Perguntas Frequentes

Qual é a nota média de um currículo na análise de aderência?

Na nossa amostra de mais de 200 currículos comparados à vaga-alvo, a nota média de aderência foi 64,5/100 e a mediana 67. 62% ficaram abaixo de 70 e cerca de 13% ficaram na faixa de 0 a 44. Essa nota mede a aderência do currículo à vaga na nossa análise, não a posição na lista da Gupy, que não é pública. Ela também não mede a qualificação do candidato: mede o quanto o texto do currículo corresponde ao que a vaga pede.

Quais palavras-chave mais faltam nos currículos?

No nosso recorte, com forte presença de candidatos de tecnologia, os termos que mais apareceram como ausentes foram, em ordem: CI/CD, Docker, Microsserviços, Kubernetes, GraphQL, A/B Testing, Power BI, Agile, Terraform e Testes Unitários. Quase todos são de operação, infraestrutura e processo, e não de linguagem de programação ou ferramenta básica da função.

Por que tantos currículos ficam abaixo de 70 na análise?

Os dados não mostram a causa. O que eles mostram é que a nota mede a correspondência entre o que está escrito no currículo e o que a vaga pede, não a competência do candidato, e que os termos mais ausentes são de operação e infraestrutura. Uma hipótese, que o estudo não testa, é que muita gente tem a habilidade e não a escreveu. Se é o seu caso, escrever o que você já faz, com contexto e resultado, é o ajuste mais direto.

Esses dados valem para todas as áreas profissionais?

Não dá para afirmar. A amostra puxa para tecnologia, então as palavras-chave específicas (Docker, Kubernetes) refletem esse público, e o estudo não mediu outras áreas separadamente. A lógica de escrever o resultado, e não só listar a habilidade, pode ser aplicada a qualquer área: em vendas, a meta batida com número; em RH, as métricas de recrutamento; em finanças, o ERP e a modelagem.

Como descobrir e corrigir as keywords que faltam no meu currículo?

Compare o seu currículo com a vaga-alvo num diagnóstico de aderência: ele lista as palavras-chave presentes, parciais e ausentes, além da nota. A correção não é despejar as palavras numa lista, é escrevê-las com contexto, descrevendo o que você fez com cada uma e o resultado, e só quando elas descrevem o que você faz. O diagnóstico grátis do Auditor ATS faz isso para o cargo que você informa (comparar com o texto de uma vaga específica fica nas versões pagas) e entrega o resultado por e-mail em minutos.

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